terça-feira, 29 de junho de 2010

Rede de abastecimento da mobilidade eléctrica

Carro eléctrico: Governo inaugura primeiro ponto de carregamentoRede nacional piloto de mobilidade eléctrica prevê 320 locais de abastecimento de carros eléctricos até ao final deste ano e 1.300 até ao final de 2011
No dia em que se completa um ano do lançamento do programa de mobilidade do carro eléctrico, o Governo inaugura o primeiro ponto de carregamento da rede piloto e até já fala em antecipar prazos de conclusão.
Quando foi lançado, a 29 de Junho de 2009, a rede nacional piloto de mobilidade eléctrica, uma das primeiras da Europa, previa 320 locais de abastecimento de carros eléctricos no final deste ano e 1.300 até ao final de 2011.
"Passado um ano vamos dar um passo importante, que é passar do programa para a realidade. Foi um ano intenso, mas hoje vamos pôr o primeiro ponto de carregamento da Mobi-e no terreno", declarou aos jornalistas o responsável do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal, João Dias.
«Por detrás deste primeiro ponto» - considerou o mesmo responsável - «está todo um sistema, está uma plataforma integradora que permite que à medida que se acrescentam pontos eles sejam pontos de uma rede». «Sem este sistema inteligente, sem este valor acrescentado, não passaria de uma tomada com um protecção à prova de água. Este sistema integrado, com inteligência, é que permite fazer a diferença e tornar esse sistema muito atractivo» até no exterior, frisou.
João Dias explicou que o projecto piloto da mobilidade eléctrica - actualmente já com legislação publicada, com os 1.300 primeiros pontos já escolhidos e marcados e a ponto de ter uma sociedade gestora - inspirou-se na rede multibanco.
«Pegamos na experiência do multibanco - que é uma experiência inovadora mas que Portugal nunca conseguiu exportar - e na sua vantagem de um utilizador poder ter acesso a todos os ATM do país, independentemente do banco em que tiver conta. O conceito aqui foi o mesmo: fazer com que um utilizador, com um único cartão, tivesse acesso a todas as estruturas, todos o pontos de carregamento da rede mobi-e», disse ainda.
Neste caso da mobilidade, os utilizadores vão ter possibilidade de escolher um cartão associado a uma das empresas que «comercializa» a mobilidade eléctrica e assim vão poder carregar o seu carro em qualquer ponto do país - independentemente de quem lhe está a facturar a electricidade. Neste sistema, «a entidade gestora da mobi-e é como se fosse a SIBS da mobilidade eléctrica», exemplificou João Dias.
O sistema permite e está configurado para dar informação relevante para cada um dos intervenientes, quer os consumidores finais, quer os comercializadores quer os operadores.
«A entidade que gere a rede vai poder ver a cada momento quanto energia está a ser passada e fornecida à mobilidade eléctrica, quantos pontos estão activados e em carregamento a cada momento, ter os acumulados de um mês ou de ano, os postos com mais e menos uso. Já o utilizador vai poder ver na internet, ou num PDA a rede de carregamento, reservar um posto, receber um alerta quando o seu carro terminar o carregamento ou monitorizar o carregamento», explicou João Dias.
A cerimónia de inauguração do primeiro ponto de carregamento, hoje de manhã no Parque das Nações, contará com a presença do primeiro ministro, José Sócrates

EDP / Carro eléctrico

Carro eléctrico: EDP fica com mais de 50% da gestão da rede
Outras entidades pode adquirir restante em posição de até 5 ou 10%
A EDP Distribuição vai deter pelo menos 51 por cento da sociedade gestora da rede de mobilidade elétrica. No entanto, outras entidades públicas e privadas podem adquirir o restante capital social em participações até 5 ou 10 por cento.
«A actividade de gestão de operações da rede de mobilidade elétrica é exercida por sociedade gestora constituída sob a forma de sociedade anónima, cujo capital social é maioritariamente detido pela entidade concessionária da rede nacional de distribuição de eletricidade», refere o regime jurídico da mobilidade elétrica, publicado hoje em Diário da República.
O mesmo regime define ainda que as entidades públicas e privadas que desenvolvam actividades relacionadas com a mobilidade eléctrica possam «adquirir ou subscrever uma participação individual não superior, respectivamente, a 10 e a 5%» desta entidade.
A EDP está satisfeita com esta participação, que «deixa espaço para outros parceiros», disse o presidente executivo da empresa, António Mexia, à Agência Financeira, explicando que esta gestão diz respeito apenas à rede de enchimento lento em espaço público.
«Estamos neste momento a negociar com os fornecedores o custo dos postos e que queremos comprimir. Teremos valores nas próximas semanas», referiu sem adiantar nomes.

Carros eléctrico

Carro eléctrico: negócio vale 810 milhões/ano em 2020
Só 300 milhões diz respeito aos «serviços de carregamento»
O Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal estima que a partir de 2020 haja 10 por cento de carros eléctricos no total nacional e que o negócio da mobilidade eléctrica movimente 810 milhões de euros por ano.
No dia em que se completa um ano do lançamento do programa de mobilidade do carro eléctrico, o Governo inaugura o primeiro ponto de carregamento da rede piloto, em Lisboa, no Parque das Nações.
Quando foi lançado, a 29 de Junho de 2009, a rede nacional piloto de mobilidade eléctrica, uma das primeiras da Europa, previa 320 locais de abastecimento de carros eléctricos no final deste ano e 1.300 até ao final de 2011.
O responsável do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica em Portugal mantém estes prazos e antecipa os ganhos que esta aposta poderá trazer ao país.
«[Em 2020, com uma penetração de 10 por cento de carros eléctricos] o negócio da venda de electricidade para os veículos, o fee [taxa] de carregamento dos pontos, o sistema de gestão e a produção e fabrico dos carregadores representa um volume anual estimado de 800 a 810 milhões de euros», declarou João Dias aos jornalistas.
Neste total, a maior fatia (300 milhões) diz respeito aos «serviços de carregamento» dos carros eléctricos, 200 milhões à venda de electricidade, 190 milhões aos «sistemas de carregamento», 100 milhões aos «sistemas de gestão» e 20 milhões aos «serviços de gestão».
Além do negócio gerado pela mobilidade, o GAMEP estima que a redução da factura com importação de produtos petrolíferos chegaria aos 600 milhões de euros/ano.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eólica de eixo vertical

RevolutionAir é a nova gama de turbinas eólicas de eixo vertical, com o design de Philippe Starck e concepção de PRAMAC.

Disponível com potências de 400W e 1000W, são equipamentos com design distinto e qualidade de construção europeia.

SAS Energia apresenta estes equipamentos na configuração off grid para carga de baterias, e on grid para ligação à rede eléctrica

Motor híbrido

Lotus vai produzir motor 1,2 litros para híbridos Range Extender tem uma arquitectura de três cilindros em linha, 1,2 litros de cilindrada, e foi concebido para ser usado em carros híbridos
O motor de extensão de autonomia da Lotus vai entrar em fase de produção. A Lotus Engineering, divisão de engenharia automóvel da marca inglesa, e a empresa Fagor Ederland assinaram um acordo para o desenvolvimento e comercialização de um novo motor para carros híbridos.
A parceria prevê a produção, em série, do motor por parte da Lotus, ficando a Fagor Ederland responsável pela sua comercialização no mercado automóvel. O objectivo da Lotus é ver o seu novo projecto nos mais variados modelos híbridos de outras marcas.
O motor em causa, denominado Range Extender, tem uma arquitectura de três cilindros em linha, 1,2 litros de cilindrada, alimentado a gasolina, e foi concebido para ser usado por uma larga gama de modelos híbridos, equipando já os protótipos Lotus Evora 414E Hybrid, apresentado no último Salão de Genebra.

Energia das ondas

Energia das ondas é aposta estratégica

Na sequência da aprovação da concessão à REN de uma zona piloto de energia das ondas, os leitores do Ambiente Online mostraram-se, na última sondagem do portal, a favor deste tipo de energia ter um papel importante dentro do mix das renováveis. A maioria (54,2 por cento) acredita que Portugal deve aproveitar as suas vantagens naturais da sua linha de costa e fazer da energia das ondas uma opção estratégica.

Também favoráveis à aposta da energia das ondas, 39 por cento defendem que, independentemente da linha de costa, o mais relevante em termos estratétigos é diversificar as formas de energia. Apenas 6,8 por cento dos participantes da sondagem é contra a possibilidade desta forma de energia ter um papel importante no mix energético nacional, devido à falta de maturidade tecnológica. Nenhum dos votantes acredita, no entanto, que falta à energia das ondas o potencial energético de outras fontes.

O Governo aprovou, em sede de Conselho de Ministros do passado dia 17 de Junho, o contrato de concessão à REN de exploração de uma zona piloto, ao largo de S. Pedro de Moel, para a produção de energia eléctrica a partir das ondas do mar.

EDP Renováveis

EDP Renováveis assina acordo com Wells Fargo por 141 milhões
Acordo de «tax equity» tem como objectivo acelerar créditos fiscais e maximizar o retorno dos projectos.

A EDP Renováveis anunciou esta segunda-feira que assinou um acordo de «tax equity» com a Wells Fargo Wind no montante de 141 milhões de dólares (113,9 milhões de euros), comunicou a empresa ao regulador do mercado.

A energética informou que «através da sua subsidiária Horizon Wind Energy, acordou em realizar uma transacção com a Wells Fargo Wind Holdings para um financiamento tax equity no montante de 141 milhões de dólares em troca de um interesse económico na estrutura Vento III», lê-se no documento enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«Esta operação acelera a utilização dos créditos fiscais gerados pelos parques eólicos anteriormente mencionados e maximiza o retorno destes projectos», explica a empresa liderada por Ana Maria Fernandes.

A Wells Fargo Wind junta-se assim à JPM Capital Corporation, à New York Life Insurance, à New York Life Insurance & Annuity Corp., e à GE Energy Financial Services. No total, o investimento destes investidores ascende a 517 milhões de dólares.